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16/01/2017 - Zika e hospitais: o que esperar para 2017?


 

 

Por equipe de comunicação e-Saúde / GPeS

Praticamente desconhecida até o final de 2015, a Zika se tornou um grande tema de saúde pública. No dia a dia de hospitais, a doença também é motivo de alerta, especialmente em localidades de maior incidência de microcefalia no último ano. É o caso do Hospital Esperança Recife, principal unidade da Rede D’Or São Luiz em Pernambuco.

Moacir Jucá, infectologista do hospital, relata que houve um volume intenso de atendimentos relacionados ao vírus Zika já no primeiro semestre de 2016. “Não existia inicialmente uma certeza sobre o diagnóstico, mas a maioria dos casos não eram graves. A partir do momento que observamos recém-nascidos com microcefalia, a preocupação foi intensa pois muitos casos estavam acontecendo na cidade."

De acordo com o médico, após observação do aumento no número de pacientes atendidos na Emergência e do relato da epidemia publicada pelo Ministério da Saúde foi elaborado um protocolo de atendimento e realizado treinamento com a equipe de assistência. “Esse treinamento objetivava orientar sobre as medidas a serem tomadas no ambiente hospitalar e também definir as orientações que a equipe deveria fornecer aos pacientes que não ficavam internados”, diz.

No caso das gestantes, a equipe obstétrica também seguiu protocolo institucional baseado nas recomendações do Ministério. Durante atendimento na Emergência, os exames de imagem (ultrassonografia) e laboratoriais eram realizados para elucidação diagnóstica. “Atualmente, na ocorrência de casos suspeitos, mantemos uma  rotina de exames e acompanhamento para que qualquer alteração seja visualizada o mais precocemente possível”, esclarece Jucá.

Para os casos em que o bebê nasce com microcefalia, há um protocolo institucional que orienta todos os exames de imagem e laboratoriais que devem ser realizados. Esses exames são providenciados ainda durante o internamento da criança e a família recebe todo o suporte psicológico e orientações para seguimento ambulatorial.

“Diante de uma situação que gerava sequelas tão importantes em recém-nascidos, toda a equipe assistencial e os gestores se envolvem para dar suporte às famílias e prestar a melhor assistência para as crianças. Há, por parte da gestão, o cuidado para que os exames e tratamentos necessários sejam priorizados”, conclui o infectologista.


O avanço do Zika

De fevereiro a novembro de 2016, o vírus causador da doença foi classificado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma emergência internacional. Em todo o mundo, pesquisas sobre microcefalia e outros efeitos neurológicos do vírus continuam em andamento.

De acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados no Brasil 196.976 casos prováveis de Zika entre 3 de janeiro e 13 de agosto de 2016. Destes, 67,3% foram notificados em mulheres. As regiões Centro-Oeste e Nordeste apresentam as maiores taxas de incidência da doença na população, sendo 270,1 e 172,1 casos/100 mil habitantes, respectivamente. Entre gestantes, as maiores taxas encontram-se nos estados do Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Alagoas (ver tabela abaixo).

 

Casos de vírus Zika entre gestantes

 

RJ

MT

RN

AL

88,1 casos/100 mil hab.

142,0 casos/100 mil hab.

62,2 casos/100 mil hab.

60,7 casos/100 mil hab.

 

 

Taxa de incidência do vírus Zika em mulheres e gestantes por estado

 


Fonte: Ministério da Saúde

De acordo com a OMS, estão previstos para 2017 mais de 1.000 novos casos de microcefalia relacionados ao vírus Zika no Brasil.

 

 

Rede contra a dengue

 

Todas as unidades da Rede D’Or São Luiz estão unidas contra as arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegyti. A campanha contra Zika, Chikungunya e dengue acontece durante o mês de janeiro. Para promover a conscientização dos colaboradores, cada hospital fará palestras sobre o assunto, destacando sintomas e meios de prevenção. Também estão previstas palestras voltadas para o público externo.