BEM VINDO À REDE D'OR SÃO LUIZ

Fale Conosco

O que você procura

Campanhas



21/09/2017 - Exercícios físicos também auxiliam no combate ao mal de Alzheimer


A saúde da mente está mais ligada às atividades físicas do que se imagina. Estudos da neurociência já comprovaram que a prática de exercícios físicos é capaz de diminuir o risco de desenvolver diversas doenças, não apenas as cardíacas como se imaginava recentemente. O mal de Alzheimer é uma delas. Atos simples como subir escadas e caminhar podem reduzir os riscos de desenvolvimento da doença, que, atualmente, afeta 1,2 milhões de brasileiros.

- Além da prevenção, a prática de exercícios físicos também pode minimizar os sintomas do Alzheimer, melhorando a ‘comunicação’ entre as áreas cerebrais afetadas pela doença. O exercício aumenta tanto a expressão gênica quanto a proteína do BDNF, substância que favorece a formação dos neurônios – explica Dr. Paulo Mattos, médico e pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR).
 
Atividades aeróbicas também contribuem para uma melhor irrigação sanguínea do cérebro, mais um fator que pode contribuir para a diminuição do risco do surgimento da demência. Curiosamente, a atividade física parece ter mais influência positiva no envelhecimento cerebral e na prevenção das demências do que a manutenção de atividade intelectual pós-aposentadoria, algo que sempre foi muito repetido.
 
Associado à velhice, o mal de Alzheimer ocorre em aproximadamente 60% dos casos de demência entre pessoas acima dos 60 anos de idade. Com o aumento da expectativa de vida da população mundial, a projeção é que haja cada vez mais idosos e, consequentemente, mais demência.
 
- É importante que o olhar e o cuidado estejam direcionados não só para o paciente com Alzheimer como também para a família que, sobretudo no fim da doença fica muito sobrecarregada. Como não há cura, é preciso que alternativas sejam inseridas na rotina para que o dia a dia se torne menos desgastante. A atividade física se torna uma aliada também na promoção do bem-estar e contribui para que o paciente permaneça ativo, mesmo que através das tarefas diárias – pontua a psicóloga Mariana Guedes, que coordena o Grupo de Apoio a familiares de pessoas com Alzheimer do Hospital Rios D’Or.
 
Clínica da memória – O Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) mantém no Rio de Janeiro o serviço “Memory Clinic”, primeiro do estado a oferecer os diversos exames necessários para o diagnóstico de demência. Com o intuito de justamente avaliar indivíduos com queixas de memória, o serviço utiliza os protocolos mais modernos de investigação, como avaliação clinico-neurológica, neuroimagem e neuropsicologia, além do exame de líquor.
 
- Pelo fato do IDOR ser um centro de pesquisa, muitas investigações precisam esclarecer aspectos importantes sobre demência. Por exemplo, quais fatores determinam se o estágio intermediário, o Comprometimento Cognitivo Leve, irá progredir para demência ou não – finaliza o Paulo Mattos.
 
Grupo de apoio a familiares de pessoas com Alzheimer – Há sete anos profissionais de diversas especialidades se reúnem e promovem no Hospital Rios D’Or um encontro gratuito, mensal, com familiares e cuidadores de pessoas com Alzheimer. A iniciativa busca colaborar com a melhoria da qualidade de vida de pacientes.
 
- A família da pessoa com Alzheimer fica ciente do caminho que terá que percorrer, mas cabe a ela a forma com que fará isso. As que buscam se amparar, além da assistência especializada e
multiprofissional ao paciente, com condutas de amor e humor, administram as fases com mais tranquilidade, gerando benefícios para todos. É este o estímulo que recebem no Grupo de apoio do Hospital Rios D’Or – complementa a psicóloga.