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11/01/2018 - Doenças de verão: Dermatologista destaca seis principais ocorrências

Cuidados envolvem prevenção e tratamento com acompanhamento de especialista

 

No período do verão aumentam as doenças de pele. Micoses e queimaduras são as mais frequentes, e podem ocorrer devido à falta de cuidado apropriado e/ou pelo favorecimento da condição climática. Algumas destas são facilmente tratadas, mas outras exigem um acompanhamento médico mais específico e tratamentos mais longos. A dermatologista do Hospital Oeste D’Or, Dra. Valéria Stagi, destaca as doenças mais frequentes nesta estação, com orientações sobre prevenção e tratamento.

 

Tíneas cruris (micose na virilha) – Causada por fungo, acomete principalmente as áreas de dobras da pele – como virilha e axilas, apresenta eritema e hipercromia (mancha escura), e geralmente causa prurido (coceira). Seu aparecimento é favorecido pelo calor e humidade, portanto, é indicado evitar permanecer por longos períodos com roupas molhadas, seja por água ou suor. O tratamento é feito com antifúngico tópico ou oral – para lesões maiores.

 

Pitiríase versicolor (manchas brancas) – Conhecida como micose de praia ou pano branco, é causada por um fungo. Há casos em que a micose já existe, sem demonstração aparente, e esta ocorre devido à exposição ao sol. Aparece com mais frequência nas costas e pode ter maior recorrência em algumas pessoas devido ao tipo de pele. O tratamento é mais extenso, pois normalmente a área acometida da pele é maior do que a visualmente atingida pelas manchas. É preciso que também seja tratado o couro cabeludo, pois é uma área facilmente acometida, embora seja mais difícil identificar a lesão.

 

Larva migrans (bicho geográfico) – O contágio é feito através do contato com areia contaminada por fezes de animais, o que frequentemente acontece em praia e também parques. A larva entra na pele e seu deslocamento provoca marcas, que se assemelham a um mapa. O tratamento é feito com creme antiparasitário.

 

Miliária (brotoeja) – Embora muito comum em crianças, a brotoeja também pode ocorrer em adultos, principalmente nas áreas de dobras, como pescoço e braços. Para prevenir, é importante evitar a permanência de longos períodos em locais de muito calor. Para tratar, nos casos mais brandos pode-se utilizar de talco líquido e/ou cremes hidratantes, e nos casos graves é indicado o uso de antibióticos com corticoide.

 

Herpes solar – É muito comum que as pessoas já tenham tido contato com o vírus da herpes e se apresente devido a baixa imunidade e a exposição ao sol. É mais comum que a herpes se manifeste nos lábios, mas outras partes do corpo também podem ser acometidas. Uma das formas de prevenir é aplicando protetor solar, e o tratamento é feito com creme antiviral.

 

Fitofotodermatoses – É uma reação provocada na pele devido ao contato com agente químico associada à exposição solar, o que pode causar um processo inflamatório ou queimadura. Geralmente é provocada por limão e outras frutas cítricas, algumas plantas e perfumes, portanto, é importante evitar o manuseio destes produtos caso haja exposição ao sol. Se não for possível, deve-se lavar bem as áreas com água e sabão imediatamente, seguida da aplicação de fotoprotetor. Para o tratamento, se a lesão for leve é indicado o uso de protetor solar, pois a pele tende a clarear com o tempo. Em lesões mais exuberantes, o tratamento deve ser feito com cremes contendo corticoides e antibióticos, ou até mesmo com cremes próprios para queimaduras. É importante destacar que, na ocorrência de bolhas, torna-se uma queimadura de segundo grau, exigindo cuidados mais específicos.

 

Acne – A exposição ao sol tende a provocar a produção de mais sebo na pele, potencializando a presença de acne. Há casos também em que o uso de produtos inadequados – como os cremes mais oclusivos – pode provocar o mesmo efeito. O uso de protetor solar oil free, e sabonetes mais adstringentes é uma boa alternativa para prevenção.